sexta-feira, 27 de junho de 2008

LUGAR COMUM como num filme

....Um carro desloca-se rumo ao Cabo Espichel, um manto espesso de nuvens encobre o céu, ao fundo no horizonte uma luz rosa anuncia o fim da tarde. O farol indica o caminho.
Rita puxa um cigarro do maço que se encontra na sua mala à tira cole, acende-o lentamente, recosta a cabeça para trás e expira o fumo.
Mário conduz calado. Olha para o vazio.
O carro curva e o farol afasta-se do ângulo de visão.
O carro continua a sua marcha rumo ao Cabo Espichel.
Rita apaga o cigarro no cinzeiro.
Mário olha com ternura para os gestos da sua mão.
Os seus olhares cruzam-se. O carro é ultrapassado por outro.

Do carro observam a chegada ao misterioso convento do Cabo Espichel. Contornam-no. Está escuro as luzes das roulottes e o barulho dos geradores acentuam o desolado fim da terra.
O carro percorre para o promontório ao aproximar-se a visão é estranha e surpreendente, o cabo parece suspenso por balões. Os reflexos do farol sobre o branco enorme dos balões faz sombras e desfaz. Mário fica estupefacto. Rita dá-lhe uma festa no rosto que desce até as suas mãos caídas no seu colo. Mário debruça-se e tira do tablier a caixa intacta que Rita lhe tinha dado. Abre-a ...e uma madeixa do cabelo de Rita, está atado com uma fita de seda....

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