quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O tempo...

Embora se elaborem bonitos calendários e diversas formas de contagem, o tempo resume-se a uma imensa continuidade.

Por vezes apetecia-me dizer: - Ei! espera ai... Outras: - Bora, anda.

Mas nada acontece em resposta aos meus apelos.

Sei que quero sair desta sensação estúpida, triste e negra que ao longo deste tempo de 2009 me foi corroendo.

Quero ter a sensação de ar rarefeito, rever beleza em algum olhar e principalmente calma, e se para isso tiver que virar uma pagina do calendário, que seja.

Nos actos... acabar o mestrado...e aprender outras disciplinas, umas porque não posso passar sem elas e outras porque me procuram discretas e até parecem chamar por mim.

Para todos os meus queridos amigos desejo que o tempo vos traga tudo de bom.

Até 2010

Não sei porquê

Depois de um ano tão difícil, a-c-r-e-d-i-t-o
que 2 0 1 0 vai ser maravilhoso.

Porque s i m m m m.
Porque quero.
E porque tem que ser.
E não quero saber se pareço mimada.
Não vou pensar mais nisso e não estou sozinha.
http://v-miopia.blogspot.com/

2 0 1 0 - quero - te

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Tetro

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Natal

Assim que entravamos nas férias grandes, íamos com os meus avós para a casa do Coimbrão, passado algum tempo o Sr. Figueirinha (taxista) levava-nos para a praia do Pedrógão.
A carga era muita, sacas de batatas, feijão verde tenrinho, couves... atrás ia a minha avó, as minhas três primas e eu.
Temos muitas historias desses tempos.
A menina/rapaz a quem estou tão cumplicemente abraçada é a minha prima mais nova. Na altura ou estávamos muito bem ou estávamos muito mal....
Mas vivemos verdadeiras aventuras. Desde a espionagem à Tia Maria, as muitas brincadeiras na praia e as festas Belle Époque, passando pela criação de animais e as idas à feira.... As bancas de caricas e garrafas de larangina C, mais os bolinhos de areia, muito bem apresentados, dentro da nossa barraca às riscas azul e branca ( ou seria verde e branco?) faziam as delicias das outras crianças que brincavam connosco.
Não tenho a foto de grupo... mas tínhamos muitos amigos, que víamos todos os anos naquela período de veraneio.
Por vezes também apresentávamos espectáculos de variedades aos nossos vizinhos de praia. Ora promovíamos um festival da canção, ou fazíamos um teatrinho. Este espaço por vezes também se transformava num verdadeiro salão de jogatina, o jogo predilecto dos crescidos era o king.
Quando os meus pais apareciam para me irem buscar, o meu pai, adorava fazer apresentações de ginástica. Era um homem muito atlético e belo. Lembro-me de sentir alguns respirares femininos mais inflamados quando ele aparecia e se exibia, mas era um pai com muita imaginação para brincar connosco.
Tenho muitas saudades de mar do Pedrógão, ainda hoje o consigo ouvir, e sentir o sabor salgado da neblina.
Quando tínhamos que regressar das férias cantávamos uma canção que uma das minhas primas inventou.
“Adeus praia do Pedrógão a apanhar pedrinhas do chão....”


Tremor

Os cães continuam a ladrar desenfreadamente... será que já parou?

Há um misto de prazer e de enjoo neste fenómeno.

O espaço que pensamos inerte ganha vida.

Como se nesse momento se pertencesse totalmente ao movimento de todos os corpos.

Agora calaram-se.

Tremor

A terra acabou de se sacudir.

Olhei para a mesa onde me encontro e tremia, eu acompanhei a sua dança e ao fundo do palco os cortinados abanaram sem ventos bravios.

Senti medo, um medo infantil como aquele que tinha em 1979, nesse dia levei um estalo, hoje gritei pelo meu filho.

Algo está para ruir....


Olho pela câmara porque os olhos não querem ver.

1979

sábado, 12 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Se ao menos...




PARAGEM para trás

PARAGEM

....sinto-me assim....................................................

.........................................................

....sinto-me assim sem o ter escrito....................

....nunca o conseguiria escrever......................

....tão sólido e poeticamente brutal.


http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2009/12/acerca-do-estoicismo.html