sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Frescura

Hoje há solinho... como dizia o Tomás em pequeno.
E era assim que me olhava.
E nesse olhar que trocávamos dizíamos o universo, e todas as estrelas, planetas, animais, plantas, planícies, montanhas, ar, mar, terra.
É ainda assim!
Profundo e doce...

Diário do filme (a um pouco mais de meio) #1

Depois do rescaldo dos desencontros e encontros, das chuvadas e tremor.
Descanso.
Posso dizer, acho que posso dizer, que me surpreendi com o resultado.
Adoro fazer isto. Adoro perder-me em pensamentos flutuantes e esquecer a vida de todos os dias, aquela vida, de rotinas e trabalho, para puder pagar a liberdade, a pouca liberdade que me resta.
Entregar o meu bem querer ao acto de deixar de ser, e passar a não ser mais verdadeiramente. Estar à frente da câmara com a visão de estar por trás e ao contrario.
Obrigada a alguns, aqueles que me ajudaram, e aos outros, que acreditam em mim e nas minhas mentiras.
Descanso... mas não por muito tempo.
O tempo agora, mais do que tudo real e precário empurra-me para o fim.
Acabei a cena 3 e 4 sem os exteriores. O tempo não ajudou, o tempo do tempo. Mas não faz mal, respiro e sigo. É melhor assim.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tiago Sousa

Sábado : 22h... : Tiago Sousa : Cine-Clube : Barreiro


Foi um concerto muito belo....

Não sei se saberei verbaliza-lo em toda a sua dimensão.

O Tiago Sousa toca o mistério...

O intimismo com que os sons se aproximaram e envolveram, foi gradual e delicado. Depois, precipitaram-se para o mais fundo de cada um e operaram um suave restauro. Elevaram-se os mais belos sentimentos e gestos...Sentiu-se os corpos a distender e a metamorfose deu-se.

Com ele o Ricardo Ribeiro, o seu clarinete espalha uma vibração inquieta e calma ao mesmo tempo, e o violoncelo de Joana Guedes, cola meticulosamente, na sombra dos seus gestos que se espalharam no tecto da sala, todos os sons.

Sublime!!!
Para a próxima quero filma-los.