domingo, 20 de junho de 2010

José Saramago

João César Monteiro







Não-Dormir

Hoje, não há fundo.
Hoje, já não há Saramago Corpo, nem outros Homens Corpo.
Hoje, só há palavras que ficaram, livros que marcaram e conversas que se tiveram.
Mas o pior de tudo, são as palavras que nunca chegaram,
os sonhos que se quebraram ...
Então explode-se de nada.

Quando fores velha


Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,

Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;

Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou a tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;

Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.

W.B.Yeats Uma Antologia Assirio & Alvim

ás vezes apetecia-me que a vida fosse como no filme Branca de Neve de J. César Monteiro

Paixão#?

sábado, 5 de junho de 2010

Céu limpo/afinal não

A alergia que me consumiu/consome nos últimos três dias está abrandar/chatear. Já consigo respirar sem/com grande esforço, o inchaço nos olhos diminuiu/sim, o nariz chafariz está mais calmo/não e a febre baixou/ainda não.
Vou voltar ao trabalho/ lentamente.
O tempo urge... mais um mês... e seria maravilhoso.
Plantadores de Palavras é o nome.

Reclamar alguma verdade...assemelha-se a loucura...paranóia...obsessão...porque a mentira é um lugar muito conveniente...que não deve ser mexido...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

"Tiananmen podia ser aqui no ano..."































Tinha 18 anos e já não acredita
va...na mudança, na justiça, na igualdade, no humanismo, na paz e no amor... Hoje, também não.
Fiz este cartaz para uma performance dos RóCóCó em 1989, quando ainda era uma aluna de química.